RAKU
O raku é uma técnica cerâmica originária do Japão, onde surgiu no século XVI, sendo desde logo associada à cerimónia do chá. Daí que, tradicionalmente, tenha sido utilizada sobretudo em taças (ou chávenas) e outros objectos ligados a esta tradição. Tanaka Chojiro foi o ceramista japonês que a desenvolveu. Em 1920, o ceramista Bernard Leach introduziu esta técnica no Ocidente.
Peça de raku do século XVI, usada para beber chá
A verdade é que muitas peças de raku, sobretudo as mais antigas, têm uma simplicidade e um certo número de imperfeições que as distinguem conceptualmente das peças que hoje fazemos.
Fazer raku é uma experiência que envolve os quatro elementos, o que a torna poderosa e fascinante, mesmo para quem, como eu, é pouco sensível a misticismos. Terra, ar, fogo e água - todos contribuem para o resultado final.
Começa-se por modelar uma peça de barro poroso, cozendo-a a uma temperatura não muito elevada. Depois, aplica-se o vidrado na peça, e leva-se esta de novo ao forno, a uma temperatura de 800 a 1000 graus.atingida a temperatura, as peças são retiradas ainda incandescentes do forno e colocadas numa atmosfera redutora, isto é, num ambiente com pouco oxigenio.
Na terceira fase do processo, a peça é retirada da serradura e rapidamente mergulhada em água. Muitas vezes está ainda suficientemente quente. A sensação, deliciosa, é a de que estamos a brincar com um caldeirão de bruxas..
Todas estas ações permitem criar efeitos singulares: craquelês, brilhos e texturas especiais, e aí reside a magia, apenas em parte são controláveis. Como impressões digitais não existem duas iguais.
O raku é um misto de culinária e alquimia, e um prazer para quem gosta de surpresas. Apenas depois de esfregar pacientemente a peça sabemos como ela vai ficar. mas olhar para ela é um prazer: mais do que uma peça de barro, parece estar cheia de coisas vivas, como um ecossistema mineral
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